
Amo-te a cada cair da noite que me acusa.
Cai em mim o escuro, o negro que provo sem recusa.
Dá-me a tua mão, o teu braço, o abraço.
Esquece o cansaço do bater do meu coração
preso na tua mão.
Amo-te a cada cair da noite que de mim abusa.
Cai em mim o silêncio, essa palavra que me usa.
Abre a tua mão, o peito, fico sem jeito.
Esquece o efeito do não escondido que plantas na trilha
das linhas da minha mão.
Amo-te a cada cair da noite…
Janela dos sonhos que sonhas.
Sonho lá entrar.
Amo-te!