
Regresso a casa em passo acelerado…
Como se os primeiros raios de luz pudessem denunciar toda a minha insanidade.
Sinto-me como um bandido, envolto no silêncio da neblina.
Um condenado que prefere viver na sombra dos seus erros.
Não me cruzo com ninguém.
Mesmo assim caminho cabisbaixa …
Como se o meu olhar me denunciasse perante a luz da manhã.
Ainda penso em tudo…
Revivo mentalmente todos os pormenores.
Foi tudo demasiado estranho e sem sentido.
Que raiva sinto de mim mesma!
Tomo um banho demorado.
Como se a água me pudesse devolver a dignidade perdida!
Como se tudo não tivesse passado de um pesadelo do qual estou prestes a despertar!
… Não despertei!
Não devia ter sido assim…