Pensamento Solitário - UOL Blog
E quando a chuva passou...doeram as palavras e os sentidos...

Cânticos...penosos louvores...gloriosos, lamuriosos...amorosos...desditosos!
Na minha mente em que esse conclave se iniciou, eu sussurrei. Suspiros cândidos de baunilha e acre invadiram o ar...
Das penas dessas asas pouco restou. Rastejei em desespero de vago. Estive sozinha nesse lampejo...e sonhara...
Idealizei...o que sentira e o que falhara...
A dor deixou de doer...porque o meu corpo cravejado de mágoas, exaspera de imunidade falhada, tristemente...docemente...lentamente...

Clamo aos céus que dessa chuva me cobrem as feridas...acho que até sorri nessa hora...nessa demora...
Mas, vi o relâmpago no vazio ansioso...
No lacrimejar desditoso...

Gritei...
Senti...
Vibrei...
...e me perdi...

Funeral gótico sem restolho de saudade,
Sentimento absurdo de meros desatinos,
Que corta a pele amarga na tal verdade,
E preenche o pesadelo de sons divinos...

Essa estóica melodia sanguínea eu sentira,
Por esse caixão de heras e terrível sonho,
O"locus horrendus" disso tudo que pedira,
Deixando pegadas de caminho medonho.

Senti-te e pedi-te "requiem" em extensão,
Pelos que velam a despedida derradeira,
Eu sofra e chore em suprema dimensão...

Pois se apenas detém a exumação cimeira,
Seja esse o destino, a hedionda solução...
E seja eu...pálida, morta...alma verdadeira!

By Lady Black Rose

Ao som de "Masquerade Act 4" de Dreams Of Sanity



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