Ah, o André...Ele é da daquelas pessoas que o melhor lugar para guarda-lo é o coração [e vc ja mora ae ha muito tempo.] Sei que posso contar com ele nas horas difíceis e nas alegres. Talvez eu esqueça o que falo, mas quando escrevo, deixo marcas, deixo provas, deixo expresso tudo aquilo que sinto. Eu sei que as palavras não são o único meio de comunicação, mas é um jeito carinhoso, amigo e sincero, de expressarmos aquilo que sentimos e pensamos.
Olhem q lindo o q ele escreveu pra mim:
Conquista

Pensamento:
NÃO TE ACHO DE MAIS (+)PORQUE TUDO QUE E DE MAIS (+)SOBRA,POR ISTO TE ACHO DE MENOS (-)PORQUE TUDO QUE E DE MENOS (-)E RARO ASSIM COMO VOCÊ.
André
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No silêncio eu ouço passos e sinto a solidão chegar. O sol já se foi, e o tempo de cor cinza tomou o meu jardim, agora ele parece o mais sombrio dos cemitérios, onde almas repousam no mistério...O vento huiva, e os galhos acompanham a direção a direção do tempo que ali envelheceu. Os pássaros levantam vôo, e saem em velocidade. Quem há de gostar de muros de pedra, folhas já secas, roseiras sem rosas e bancos vazios? Somente fantasmas que ali acharam um canto para saciar seus amores; Somente os assassinos que acharam ali um lugar oculto para calar suas vítimas. Ali se ouve o canto do desespero enterrado. Esse lugar guarda histórias que só um grande jardim pode contar. é o jardim de pessoas, onde se planta corpos e nasce angústia e medo. O silêncio repousa na solidão desse cenário, e eu que diga em letras, é uma poesia triste, cheia de pêsar esse jardim, que um dia serviu para grandes festas, emoções, alegrias, confissões e segredos, agora serve de repouso do frio; Bem como um guerreiro que não deveria ter perdido a guerra...E nesse jardim de almas, estou a vagar pensando:
"PENA NÃO MAIS EXISTIR PARA REVIVE-LO..."
Não quero o ouro de fora
O ouro que ofusca
E embaça a minha visão
Aquele usado para camuflar
Para esconder o vazio de dentro
Ou a total podridão !...
Quero o ouro de dentro
Gente que vale ouro
Gente que tem de ouro, o coração
O ouro que os olhos não vêem
O ouro que só o peito sente
Que brilha e enche de emoção
E reflete na alma da gente !...

Asas

Você me deu asas...
em alguns minutos me mostrou como se voa...
e você voou ao meu lado...
Mas de repente...
Você se afastou...
Você foi embora,
levou contigo minhas asas...
e eu cai...
e me feri....
Mas você voltou...
e mais uma vez me deu asas...
mas mesmo com medo eu voei de novo com você...
voei mais alto do que antes...
E mais uma vez...
você se foi e levou contigo minhas asas....
só q agora eu tava alto...
e a queda foi maior,
as feridas foram maiores...
E agora... eu tenho medo de voar...
tenho medo de tirar meus pés do chão...
pois as ferias ainda não se cicatrizaram...
não quero cair de novo...
Então eu fico aqui sentada nesse chão frio,
vendo os outros voando sobre mim...
Sinto saudades de voar com você ao meu lado...
sinto saudades de sentir o vento em meu rosto...
mas a dor das feridas doem e me lembram da queda...
e assim prefiro ficar aqui... sentada, quieta...
até essas feridas cicatrizarem...
e talvez então...
eu deixe de temer o céu e volte a voar por aí...
com ou sem você....


Os dias passam
vão-se as flores, vêm os ventos
e tudo continua sempre igual
Mesmos rostos, mesmos sentimentos
e o mesmo final
Foi-se o tempo do coração partido
que hoje não é mais de vidro, é de pedra
E no lugar de um amor perdido
Há apenas indiferença...sem espera.
O que aconteceu
com a garota dos mil sonhos dourados
Que acreditava que nada era impossível?
Cresceu...
E de tanto ve-los destroçados
Não consegue mais sonhar...
E os dias passam,
lá fora chove
cada noite é sempre igual...
Mas no coração há um único pedido
Não pela volta da alegria, da paz
ou amor desconhecido
Mas por voltar á ser capaz...
De acreditar.

Amo-te a cada cair da noite que me acusa.
Cai em mim o escuro, o negro que provo sem recusa.
Dá-me a tua mão, o teu braço, o abraço.
Esquece o cansaço do bater do meu coração
preso na tua mão.
Amo-te a cada cair da noite que de mim abusa.
Cai em mim o silêncio, essa palavra que me usa.
Abre a tua mão, o peito, fico sem jeito.
Esquece o efeito do não escondido que plantas na trilha
das linhas da minha mão.
Amo-te a cada cair da noite…
Janela dos sonhos que sonhas.
Sonho lá entrar.
Amo-te!

Regresso a casa em passo acelerado…
Como se os primeiros raios de luz pudessem denunciar toda a minha insanidade.
Sinto-me como um bandido, envolto no silêncio da neblina.
Um condenado que prefere viver na sombra dos seus erros.
Não me cruzo com ninguém.
Mesmo assim caminho cabisbaixa …
Como se o meu olhar me denunciasse perante a luz da manhã.
Ainda penso em tudo…
Revivo mentalmente todos os pormenores.
Foi tudo demasiado estranho e sem sentido.
Que raiva sinto de mim mesma!
Tomo um banho demorado.
Como se a água me pudesse devolver a dignidade perdida!
Como se tudo não tivesse passado de um pesadelo do qual estou prestes a despertar!
… Não despertei!
Não devia ter sido assim…
Poemas Tristes

Ás vezes poemas querem dizer tanta coisa
Outras não dizem nada
Querem transformar letras mortas
Em vida animada
Decompor frases tortas
Em palavra certa ou errada
Poesias são restos de sentimento
Cacos de liberdade ou coisa parecida
Fragmentos de dor e pensamento
Centelhas de emoção que querem ganhar vida.
Poetas são eternos sofredores
Podem ser mentirosos ou fingidores
Uns falam de alegrias outros de amores
Alguns tentam transformar o que está invisível
Em algo que tenha cores
E podem trazer á tona as lágrimas represadas
Do que se julga um insensível
Poemas podem falar de tudo
Ensinar a um cego o que é vazio
Põe palavras na boca de um mudo
Sopra frases aos ouvidos de um surdo
Mas eu gosto de escrever poemas tristes
Cada verso é uma batida do meu coração
As palavras são como reflexos do meu olhar
São lugares onde me perco para poder achar
A dor de viver aflora nas frases desse poema emoção
Se alguém algum dia quiser saber por onde andei
Ou quem eu fui
Que leia os meus versos
Porque foi neles onde fui mais feliz onde mais amei
Nos meus versos sou mais do que poderia ser
Quero aqui para sempre poder viver.
Ser poeta é transformar a própria vida em poesia
Os dias são os versos
As horas são as frases
As palavras são o agora
Ser poeta é viver amando o que não pode ser amado
É sentir saudade de algo que ainda não aconteceu
É chorar até a ultima lágrima
É sorrir até o ultimo sorriso
Todos nós somos poetas
Porque todos nós amamos
Uma partícula de mim está dentro de você
Eu e você no mesmo coração

Gosto quando te calas
Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
Então, parei para interpretar a frase acima e ...
imediatamente me veio à cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis pois, você sabe, o silêncio não é dado a amenidades. Um telefone mudo.
Um e-mail que não chega. Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão. Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim. É mil vezes preferível uma voz
que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras
que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
Cordas vocais em funcionamento articulam argumentos, expõem suas queixas,
jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.
Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar:
" Diz alguma coisa, mas não fica aí parado me olhando! "
É o silêncio de um mandando más notícias para o desespero do outro.
É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock, o silêncio é um sonho.
Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.
O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto.
É quando ninguém bate à nossa porta,
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim você entende a mensagem.

Meu amor é escuro.
Pois eu amo a noite e suas luzes...
Amo a LUA que banha-me por momentos intransferíveis
E Amo a brisa fria que alimenta-me junto aos túmulos quentes.
O Cheiro de carnificina é perfume irresistível
Deixa-me inebriada pelo teu corpo pálida nuvem
E os raios que saem dos teus cabelos seguam-me
E sem que EU perceba estou morta dentro do teu ventre morto
Na noite escura que é minha e tua eternamente...

Retrato
Chego junto do espelho. Olho meu rosto.
Retrato de uma moça sem beleza.
Dois grandes olhos tristes como agosto,
olhando para tudo com tristeza!
Pequeno rosto oval. Lábios fechados
para não revelar o meu segredo...
Os cabelos mostrando, sem cuidados,
Uns fios brancos que chegaram cedo.
A longa testa aberta, pensativa.
No meio um traço, leve, vertical,
indicando uma idéia muito viva
e os sérios pensamentos: — o meu mal!...
O corpo bem magrinho e pequenino.
— Sete palmos de altura, com certeza. —
Tamanho de qualquer guri menino
que a idade, a gente fica na incerteza!
E nada mais. A alma? Ninguém vê.
O coração? Coitado! está bem doente.
Não ama. Não odeia. Já não crê...
E a tudo vive alheio, indiferente!...
Meu retrato. Eis aí: Bem igualzinho.
O espelho é meu amigo. Nunca mente.
No meu quarto, ele é o móvel mais velhinho.
E sabe desde quando estou descrente!...

Um dia a gente acorda e senta na cama
E a vida passa toda como no cinema
Imagens desconexas, outras nem tanto
E vem a inspiração para os poemas
São dias em que só há melancolia
Lembranças de um passado já distante
Que insiste em nos lembrar o que esquecemos
Porta-retratos expostos na estante
A paixão que nos tirou da seriedade
A traição que nos fizeram por maldade
Histórias que fizeram nossa história
E que nem sempre moram na saudade
Então escrever é o que eu faço
Tentando me livrar desses fantasmas
Me viro do avêsso na poesia
E nascem estes poemas cabisbaixos...